
Os próprios atletas da seleção já afirmaram o caráter de ‘faz de conta’ da final do Pré-Olímpico. Com o objetivo maior da competição alcançado, fica difícil manter o foco para disputar um título que nada vale. Se pudessem, os brasileiros sequer entrariam em quadra para disputar a decisão.
“Final? Que final? Vou arrumar um clone para vir aqui no meu lugar. Vamos colocar um uniforme no Rubén, no Neto, no Vanderlei. Deixa os caras jogarem aí e vamos embora para casa”, brincou Alex. “Jogar amanhã [domingo] ninguém pensa, a final era hoje. Amanhã deixa os argentinos fazerem festa”.
As comemorações pela vaga olímpica começaram na quadra e entraram madrugada adentro em Mar del Plata. Um grande jantar promovido pela CBB a toda a delegação reuniu jogadores, comissão técnica e dirigentes até altas horas após a partida.
Se os brasileiros chegam para o duelo com nenhum interesse, a Argentina encara a partida como se fosse uma final olímpica. Os anfitriões tem a responsabilidade de vencer bem para retribuir todo o carinho da torcida de Mar del Plata durante todo o torneio e fechar com uma grande festa toda a estrutura montada para celebrar a geração dourada do país.
Os argentinos também veem a decisão como uma possibilidade de se vingar da derrota sofrida para o Brasil na primeira fase. Os comandados de Rubén Magnano foram os únicos a vencerem os anfitriões no torneio e um triunfo neste domingo é uma questão de honra para limpar o único arranhão de uma campanha quase perfeita.
“Esperamos ganhar neste domingo para conquistar o torneio contra um rival que nos complicou e nos fez sofrer em casa. Queremos fechar isto com um “, disse o ala Carlos Delfino. “O primeiro objetivo foi conquistado. Agora vamos atrás do outro, que é sermos campeões”, completou Luis Scola.



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