Os operários da Arena do Grêmio voltaram a paralisar as obras da construção do novo estádio do clube na zona norte de Porto Alegre nesta quinta-feira. Os trabalhadores exigem melhores condições de trabalho, a diminuição dos descontos na folha de pagamento e o cumprimento de parte do acordo feito com a OAS, ligada à Grêmio Empreendimentos - empresa derivada do clube, no início de 2011, depois de uma greve que durou 20 dias. Os cerca de 400 operários resolveram bloquear o portão principal da entrada do canteiro de obras para pressionar a construtora a atender as reivindicações. A Polícia Militar está negociando a liberação da entrada do local com os representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada no Estado do Rio Grande do Sul (SITICEPOT). Atualmente eles recebem um salário de 900 reais e querem um reajuste para 1,1 mil reais. Com a baixa temperatura dos últimos dias, os operários reivindicam também melhoria nos alojamentos, considerado muito frio, e roupas apropriadas para trabalhar na obra. A maioria dos empregados é da região nordeste do país. Em fevereiro, os trabalhadores fizeram uma paralisação para exigir melhores condições e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego decretou o embargo da construção. Depois de uma série de reuniões, a greve terminou com um acordo entre as partes e as obras foram reiniciadas. A paralisação que está ocorrendo também foi motivada pelo cumprimento do pacto. Os funcionários afirmam que não existe um técnico de segurança do trabalho na obra e ameaçam, caso as reivindicações não sejam atendidas, denunciar a OAS ao Ministério do Trabalho. A obra iniciou em setembro de 2010 e, segundo a direção do clube, cerca de 30% da construção está concluída. 



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