“Estou conversando com o presidente do Botafogo (Maurício Assunção) e quando a gente tiver uma novidade, uma decisão sobre o assunto vai informar. Mas a decisão está tomada, o jogador não faz mais parte do elenco do Atlético, não joga mais aqui”, afirmou Eduardo Maluf aoUOL Esporte. O dirigente não quis confirmar a informação de que a diretoria do Botafogo não aceitaria o retorno do atacante antes do término do empréstimo com o Atlético, no final do ano. “Não vou ficar aqui falando sobre o assunto para a imprensa, estou conversando com o presidente e vamos decidir o que vai ser feito, isso é coisa que a imprensa vem falando”, disse Maluf. Apesar de ainda não ter uma definição acertada com os dirigentes da equipe carioca, o dirigente voltou a afirmar que Jobson já não faz mais parte do elenco do Atlético. “O que tínhamos para falar sobre o Jobson já foi falado para vocês ontem, o jogador já não faz mais parte do elenco, ele pediu para sair e foi atendido”, comentou Eduardo Maluf, referindo-se à entrevista que ele concedeu na tarde de terça-feira, na Cidade do Galo, quando comunicou o pedido feito pelo atacante. Ainda em sua coletiva, Eduardo Maluf havia admitido até mesmo a possibilidade de o Atlético ter prejuízo financeiro, em caso de impossibilidade de devolução de Jobson. Ao ser indagado se haveria a possibilidade de repetição do caso do goleiro Fábio Costa, que está fora do elenco atleticano, não foi aceito de volta pelo Santos e segue com contrato com o clube mineiro, o dirigente disse que às vezes o prejuízo financeiro não é o principal problema. Jobson foi emprestado ao Atlético no começo da temporada. O clube mineiro pagou R$300 mil pelo empréstimo de uma temporada. Porém, na equipe mineira o atleta nunca se firmou, ficando na reserva. O atacante foi titular no primeiro jogo do Atlético na temporada, contra o Funorte. Porém, após uma indisciplina fora de campo, o atleta foi castigado pelo técnico Dorival Júnior perdendo a posição de titular e ficando sem ser relacionado por mais de um mês. Pelo Atlético-MG, até o momento, Jobson fez seis jogos, sendo quatro oficiais, marcando dois gols, ambos na goleada sobre o Iape-MA, por 8 a 1, na Arena do Jacaré, no segundo jogo da primeira fase da Copa do Brasil. A estreia dele com a camisa atleticana foi no empate em 1 a 1, com o River Plate, do Uruguai, em 26 de janeiro, em Sete Lagoas, quando entrou na etapa final. Jobson foi contratado em janeiro, por empréstimo, pelo Atlético-MG, chegando ao clube com a confiança do presidente Alexandre Kalil e do técnico Dorival Júnior. Antes mesmo de sua apresentação oficial, chegou a notícia do pedido da reabertura do processo contra o atacante por doping, feito pela Agência Mundial Antidoping (Wada) à Fifa. Na terça-feira da semana passada, os departamentos jurídicos do Atlético-MG e Botafogo entregaram à Corte Arbitral do Esporte (CAS, sigla em inglês) a defesa do atacante Jobson, que voltar a ser julgado por causa do caso de doping ocorrido em 2009. A Wada não ficou satisfeita com o fato de Jobson ter sido punido por dois anos pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), mas cumprido apenas seis meses, uma vez que a pena foi reduzida em novo julgamento. Nascido em Conceição do Araguaia, no Pará, Jobson Leandro Pereira de Oliveira, 23 anos, começou sua carreira no Brasiliense, em 2007, mas destacou-se no Botafogo, em 2009, após passagem pelo time coreano Jeju United. Chegou a ser contratado pelo Cruzeiro, em função de suas boas atuações no clube carioca. O time celeste, no entanto, desistiu do negócio após a condenação por uso de droga. Ele cumpriu seis meses e voltou a jogar pelo Botafogo, mas, no final de 2010, voltou a ter problemas no clube.
Um dia depois de informar que Jobson não faz mais parte do elenco do Atlético-MG, por pedido do próprio jogador, o diretor de futebol do clube mineiro, Eduardo Maluf, informou nesta quarta-feira, que abriu negociação com a diretoria do Botafogo para definir a rescisão do contrato do atacante.



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