Auxiliar-técnico permanente e ao mesmo tempo treinador interino do Fluminense até a contratação de um comandante para o time, Enderson Moreira vai dirigir o time nesta quarta-feira contra o América-MEX, às 21h50, no Engenhão, pela Libertadores. Ele chega num momento muito conturbado por uma crise política e técnica. Porém, se teme cair na fogueira. “Tenho de ter tranquilidade porque fui contratado para essa situação. Já aconteceu no America-MG e no Internacional, mas estou calmo. Faz parte de um novo direcionamento ter uma pessoa para esses momentos. Essas transições acontecem sempre e já conversei com os jogadores. Conversei com os atletas, mas não tivemos tempo para treinar”, explicou Enderson. A situação do Fluminense na Libertadores, lanterna do Grupo 3, é delicada e a eliminação pode acionar a bomba-relógio que depende apenas de um clique para explodir. Apesar da crise, Enderson encara a situação (o time não tem técnico e o departamento de futebol está sem comando) como um desafio, mas sem classificá-lo como o mais importante da carreira. “Não vou falar que este é o maior porque o futebol se resume a vitórias. A visibilidade é grande porque a dimensão do Fluminense é enorme, tem muito apelo de mídia. Sinto-me preparado e espero transmitir tranquilidade a todos”, afirmou o interino. Esta terça-feira foi o segundo dia que o time ficou sob o comando de Enderson. A equipe treinou nas Laranjeiras e até participou de um treino tático, no qual ele decidiu quem enfrentará os mexicanos. O interino disse que o time, formado por Berna, Mariano, Gum, Digão e Júlio Cesar, Valencia, Diguinho, Souza e Conca; Emerson e Fred, é tranquilo. “Não posso falar sobre o que aconteceu (exoneração de dirigente e pedido de demissão de Muricy Ramalho), não estava presente. Mas me sinto muito bem com o grupo, que demonstrou tranquilidade. Todos querem ajudar da melhor forma. Estou à vontade e fazendo o que tenho na cabeça. Faremos um grande jogo e vamos sair com a vitória”, encerrou.



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